Amorim afirmou que Neis já possui um histórico de violências doméstica e no trânsito. "É um réu com histórico de violência e impulsivade, e o Ministério Público não podia esperar mais", argumentou o promotor. Ao contrário da Polícia Civil, a promotoria diz que está convicta de que houve uma múltipla tentativa de homicídio doloso. No início da noite, a Polícia Civil também pediu a prisão preventiva de Neis à Justiça gaúcha.
Neis dirigia atrás do comboio de ciclistas e chegou a buzinar uma vez antes de passar pelo grupo, conforme testemunhas. Um vídeo que circulou o mundo mostra o carro atirando as vítimas longe antes de fugir em velocidade. Ao depor na polícia, nesta segunda, o bancário alegou que foi ameaçado e que queria proteger seu filho, de 15 anos, quando tomou a atitude.
“Eles estavam batendo no carro (durante a marcha). Se eu ficasse ali, seria linchado”, argumentou o bancário. “Poderíamos ter feito tudo de forma ordeira, mas eles bateram no carro. Quando houve uma brecha, tentei avançar e eles agrediram violentamente, deram vários socos. Me desesperei e queria sair dali o mais rápido possível”, disse.
O Golf foi encontrado, aparentemente abandonado, no bairro Partenon. Neis, no entanto, negou que tenha tentado se livrar do veículo, uma vez que os documentos permaneceram no carro. O bancário admitiu, no entanto, que se arrepende do que fez.
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