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MP denuncia mulher que raptou bebê em Porto Alegre

Recém-nascida foi roubada de hospital

Recém-nascida foi roubada de hospital
Recém-nascida foi roubada de hospital Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
O Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul denunciou à Justiça a mulher apontada pela polícia como responsável pelo rapto de uma recém-nascida da Maternidade Mário Totta, no Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, no mês passado. A denúncia foi encaminhada ontem a um juiz que deve definir ainda nesta quarta se acata o pedido.

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A mulher de 39 anos está internada no Hospital Espírita de Porto Alegre desde a semana passada. Segundo o juiz Sidinei Brzuska, ela sofreu uma tentativa de homicídio do ex-companheiro e, por isso, precisa de tratamento psiquiátrico. 

Rapto

Em 24 de junho, a recém-nascida Bárbara foi levada da Maternidade Mário Totta do Complexo Hospitalar Santa Casa, em Porto Alegre. Uma mulher que vestia roupas brancas, se passou por uma enfermeira para entrar no quarto onde mãe e filha estavam. Ela pegou o bebê com a desculpa de que teria que realizar exames.

A mãe, Viviane Casagrande, desconfiou do uniforme diferente das demais funcionárias e foi até o setor de enfermaria. No local, foi informada de que não havia nenhum procedimento agendado. A segurança foi acionada, mas a mulher que se passou por enfermeira já havia saído do hospital.

A mulher foi identificada pelas imagens do circuito interno de câmeras, saindo do hospital com a criança no colo e entrando em um táxi. O taxista relatou à polícia que ao sair da Santa Casa, ele levou a mulher até o Hospital Presidente Vargas, que fica nas proximidades. Mas essa deve ter sido uma tentativa de despistar o motorista, porque ela não deu entrada no hospital.

A prisão

A mulher foi localizada juntamente com o bebê e detida por policiais da 17ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre por volta da 1h30min do dia 25 de junho, mais de nove horas depois do rapto.

Em depoimento a polícia, a mulher que raptou uma recém-nascida do Complexo Hospitalar Santa Casa, em Porto Alegre, disse que iria devolver o bebê à mãe. A mulher, que estaria grávida, alegou que a intenção era que uma criança fizesse companhia à outra, mas depois teria percebido que não daria conta de cuidar dos dois bebês. Não há comprovação médica de que a mulher era gestante, mas ela contou à polícia que já havia comprado os produtos para chegada do seu filho.


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