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MP lança campanha para conscientizar sobre doação de órgãos

Procuradora-geral de Justiça termo de cooperação entre ONG, Famurs e FEE

MP lança campanha para conscientizar sobre doação de órgãos
MP lança campanha para conscientizar sobre doação de órgãos Foto : Camila Domingues
O Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos do Ministério Público lançou, nesta segunda-feira, campanha para conscientizar a sociedade quanto à importância da doação de órgãos e tecidos. Denominada de “Abra as portas do seu coração. Doe mais”, a iniciativa visa o aumento do número de transplantes no Estado.

Na oportunidade, a procuradora-geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha, formalizou termo de cooperação com a ONG Via Vida Pró-Doações e Transplantes, a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e a Fundação de Economia e Estastística (FEE). “Juntos, faremos o levantamento de dados relativos à captação e à doação de órgãos nos 496 municípios gaúchos”, sintetizou a procuradora.

A meta, conforme ela, é apurar eventuais falhas existentes e viabilizar soluções para fortalecer a rede de captação, doação e efetivação dos transplantes. “Doar órgãos é dar um presente de esperança à vida. É a possibilidade de fazer alguém renascer quando as chances são poucas”, salientou.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos, promotor de Justiça, Francesco Conti, disse ser inadmissível que o RS tenha deixado a posição de líder de transplantes no país. “O Estado agora ocupa a 6ª posição no ranking nacional. Precisamos recuperar a posição de liderança”, disse.

A presidente da Via Vida Pró-Doações e Transplantes, Maria Lucia Kruel Elbern, lembrou que, em 1999, havia 1,5 mil enfermos aguardando por doadores em lista de espera no Estado. Passados 11 anos, são quase 3,5 mil. “Desde 2003, o Estado vem registrando a média anual de 600 transplantes. Enquanto isso, a lista de espera cresce 40% por ano”, comparou.

Ela também lamentou que as estatísticas envolvendo doações e transplantes estejam sempre desatualizadas. “Os últimos números disponíveis são de 2009”, disse. Maria Lucia também criticou a existência de 800 gaúchos a espera de córneas, lembrando que há 70 mil óbitos por ano no Estado, tendo em vista que a doação pode ocorrer após qualquer causa de morte.

O sonho de Maria Lucia é que o Estado alcance os mesmos padrões da Espanha, com 35 doadores por milhão de habitantes. “Temos atualmente 12 por milhão”, comentou. O presidente da Famurs, Marcus Vinicius Vieira de Almeida, ressaltou que os prefeitos auxiliarão no levantamento dos números e estarão empenhado na solução de eventuais problemas existentes.

O Hemocentro do Rio Grande do Sul (Hemorgs)  aproveitou a oportunidade para cadastrar interessados em doar medula óssea, em parceria com a Associação de Apoio às Pessoas com Câncer, MP e Judiciário. Uma unidade móvel ficará estacionada durante a tarde, na frente do edifício-sede do MP, para a coleta de amostra de 5 ml de sangue dos futuros doadores. 

Todos receberam certificados do projeto “Doar é Legal”, do Judiciário, para que sinalizem aos familiares a intenção de doar órgãos.  “Temos apenas 50 mil doadores de medula cadastradas. Precisamos aumentar”, disse a coordenadora de Captação de Doadores de Sangue e Medula do Hemorgs, Maria de Lourdes Peck.