No total, sete mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão foram cumpridos contra servidores municipais e funcionários privados no município. A prefeitura, um posto de saúde e as residências dos detidos foram revistadas. Na sede do Executivo, o Ministério Público chegou a tempo de evitar a queima de documentos. Quatro pessoas foram presas em flagrante pela tentativa de incendiar os papéis.
Os presos preventivamente já haviam sido denunciados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, adulteração de sistema de informações, fraude em procedimento licitatório e advocacia administrativa na compra de medicamentos pela prefeitura para atender os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). As prisões foram solicitadas para evitar que testemunhas sejam coagidas durante o curso do processo.
A ação desta quinta-feira buscava apreender mais documentos que provem a prática de outros crimes além daqueles em que os envolvidos já estão denunciados. Segundo a investigação, os presos fraudavam licitações para compra de medicamentos. Além de terem os preços superfaturados, o Ministerio Público diz que os medicamentos eram adquiridos em quantidades fictícias tão altas que, mesmo que toda a população fosse usuária de determinado remédio, seria impossível consumir o estoque no prazo de validade.
A Justiça também determinou liminarmente o afastamento de dois servidores, que ficarão sem receber seus salários até o trânsito em julgado. As investigações iniciaram em meados de julho deste ano, quando o MP cumpriu mandados de busca nesses mesmos locais, durante a Operação Dose Dupla I.