Conforme o MP, a investigação iniciou há seis meses. A quadrilha atuava em pelo menos 12 municípios do Sul do País. Ainda segundo o MP, a quadrilha participava de leilões municipais, principalmente de máquinas agrícolas, tratores, ônibus e caminhões. De acordo com a apuração, ficava acertado previamente que os bens fossem arrematados por integrantes do bando pelo valor de avaliação, ou seja, pelo lance mínimo.
Depois, o grupo realizava um novo leilão, chamado por eles de “caixinha”, entre os interessados em adquirir o bem. A diferença entre o valor arrematado era dividida entre os integrantes da quadrilha.
Durante a realização do certame nas prefeituras municipais, os integrantes do grupo teriam abordado interessados nos bens e negociavam para que não houvesse lances. O MP sustentou que, quando não havia acordo, os membros da quadrilha ofereciam lances apenas para aumentar o valor do bem e prejudicar o licitante que não aceitou a combinação. Em alguns casos, o grupo oferecia lances e depois não retirava o bem.
O MP captou imagens em municípios gaúchos e catarinenses no momento em que os participantes da quadrilha realizavam o “caixinha”. A operação denominada Lance Final é coordenada pelo Promotor de Justiça da Especializada Criminal Ricardo Félix Herbstrith.