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MPC pede auditoria sobre fechamento dos postos de saúde

Pacientes que tinham atendimento marcado foram prejudicados pelo ponto facultativo em Porto Alegre

Emergências de hospitais ficaram superlotadas na Capital
Emergências de hospitais ficaram superlotadas na Capital Foto : Vinicius Roratto
O Ministério Público de Contas (MPC) solicitou, nesta sexta-feira, que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) verifique o procedimento adotado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) em relação ao cancelamento de consultas em função do ponto facultativo nos postos de saúde de Porto Alegre devido ao feriado de Corpus Christi. Cópias da solicitação foram encaminhadas às Promotorias de Direitos Humanos e do Patrimônio Público do Ministério Público Estadual (MP/RS).

Para o procurador Geraldo da Camino, a decisão mostra falta de planejamento, já que não é possível suspender os atendimentos sem comunicar os pacientes. O presidente do TCE, Cezar Miola, aprovou o pedido e se comprometeu a incluir a demanda nas próximas auditorias, que ainda não têm data definida.

O secretário de Saúde da Capital, Marcelo Bósio, pediu desculpas aos usuários que não foram avisados do fechamento de postos e que se deslocaram de pontos da Capital e do Interior do Estado em busca de atendimento médico nesta sexta-feira. Ele explicou que a decisão só foi tomada na tarde de quarta-feira, e que por isso não houve tempo para avisar todas as pessoas que tinham consultas agendadas. Bósio garantiu que os procedimentos serão reagendados e realizados nos próximos 15 dias.

Emergências lotadas nos hospitais da Capital


Agravado com o fechamento dos postos de saúde da Capital e a busca acentuada nas unidades de pronto atendimento do município, muitas pessoas precisaram recorrer às emergências hospitalares, que funcionavam com lotação acima do ideal em Porto Alegre. O quadro era considerado crítico no Hospital de Clínicas, que no início da manhã mantinha em atendimento 143 adultos em espaço destinado a 49. O volume de demanda era quase três vezes superior à capacidade.

Muitos precisaram ficar em macas nos corredores, em função do espaço superlotado, enquanto aguardavam leitos de internação para deixar o Setor de Emergência. Alguns pacientes estavam no local desde a segunda-feria. A Emergência Pediátrica também estava lotada.

No Hospital Nossa Senhora da Conceição, na zona Norte, 100 pacientes estavam sendo atendidos na emergência, o que representa o dobro da capacidade, que é de 50 leitos. No Hospital São Lucas, da PUCRS, 25 pacientes ocupavam o setor, que tem capacidade para 13 pessoas. No Complexo Hospitalar Santa Casa, o Setor de Emergência destinado a adultos do Hospital Santa Clara, 25 pacientes eram atendidos em espaço idealizado para abrigar 12.

A recomendação médica é que os doentes crônicos monitorem o seu estado de saúde, com a realização periódica de exames e verificação da medicação. Além disso, o ideal é que os idosos e as crianças fiquem mais protegidas do frio nesta época do ano. A utilização de roupas quentes e evitar a exposição aos locais com temperatura mais baixas também reduzem a possibilidade de agravamento dos quadros clínicos.

Com informações das repórteres Mauren Xavier e Camila Kila


Muitos precisaram ficar em macas nos corredores, em função do espaço superlotado, enquanto aguardavam leitos de internação para deixar o Setor de Emergência. | Foto: Vinicius Roratto

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