O Ministério Público Federal (MPF) isentou a Trensurb de culpa em meio ao atraso na circulação dos novos trens, retirados de circulação para reparos ainda no início do ano passado. Nessa quarta-feira, a empresa pública confirmou que os últimos cinco, de um total de 15 composições, só vão voltar a operar em outubro. A previsão anterior era maio. Os trens foram adquiridos do consórcio FrotaPoa – formado pelas empresas Alstom e CAF. O investimento passou de R$ 240 milhões.
Segundo o procurador da República em Novo Hamburgo, Celso Tres, a responsabilidade pelas falhas nas composições é dos fabricantes. Os trens foram adquiridos em 2015 e pararam de operar em abril do ano passado, após apresentarem problemas de infiltração.
Em uma das ações movidas pelo MPF, a Trensurb abateu R$ 2 milhões no valor da compra dos trens, pelo fato de os fabricantes terem descumprido o contrato de garantia do serviço. Como as composições consomem menos energia, a circulação de trens velhos gera um custo maior. Essa diferença também passou a ser paga pelas montadoras, conforme o procurador.
Agora, com o novo atraso, Celso Tres garante manter a fiscalização e ampliar as multas, se necessário. O procurador disse, também, que não vê negligência da Trensurb no caso. As composições novas, ligando a Capital ao Vale dos Sinos, dispõem de tecnologia avançada, ar-condicionado e câmeras internas para maior segurança. Também podem ser acopladas para aumentar a capacidade em horários de pico.
MPF responsabiliza fabricantes por atrasos em veículos novos do Trensurb
Consórcio já foi cobrado em R$ 2 milhões como abatimento por adiamentos na retomada do uso das composições