Em Passo Fundo, no Norte gaúcho, 300 pessoas estão acampadas na propriedade da família do advogado foragido da Justiça após acusação de de lesar 30 mil clientes em até R$ 100 milhões. Um dos dirigentes do MST, João Onofre, garante que a situação é pacífica no local e que os ocupantes pretendem iniciar o plantio de trigo e soja, assim que a chuva cessar. Também há ocupações em Pelotas e Capão do Leão, na zona Sul, Catuípe, no Planalto Médio, e Cruz Alta, no Alto Jacuí.
Os sem-terra exigem, sobretudo, o cadastramento de novos acampados no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); o assentamento de mil famílias até o fim do ano no Estado; e a retomada de convênio para concessão de habitação.
Nessa terça, os assentados chegaram a ocupar agências da Caixa Econômica Federal, em municípios como Santa Maria, no Centro do Estado, para pedir a liberação de recursos para habitação. Os trabalhadores decidiram deixar os locais após uma reunião em Brasília, em que o governo federal se comprometeu a liberar recursos para a construção de mais de 40 mil unidades de casas dentro do Programa Nacional de Habitação (PNHR) para integrantes do MST.
A Jornada de Lutas ocorre desde segunda-feira e até o próximo dia 10, para marcar os 18 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 trabalhadores foram mortos pela polícia no Pará.