Já Laura Santos Chaves, 50 anos, que mora em um dos apartamentos há um ano e meio, admitiu sentir-se mais segura com a vistoria. “Tem rachaduras que atravessam a parede da minha sala. Espero que vejam a sério se não existe risco para nossas vidas", disse a diarista que vive com a filha Bruna, de 18 anos.
Para não deixar os inquilinos desamparados, as três irmãs proprietárias do edifício Erli autorizaram a imobiliária Zimmer, administradora do condomínio, a alojar em hotel os moradores que não optarem pela casa de parentes. O representante da Zimmer, corretor de imóveis Nelson Ganzer, esteve no local, conversou com as pessoas e ofereceu as informações necessárias aos ajustes. Segundo ele, há suspeita de que a forte chuva da manhã tenha contribuído com o acidente. “Acreditamos que possa haver defeito em uma calha. A água deve ter acumulado e atravessado o telhado, estufando o forro, que inchou e caiu”, defendeu Ganzer. Ele afirmou que a construção possui cerca de 60 anos e garantiu que serviços de manutenção são realizados com frequência.
Administradores do condomínio, situado no número 389 da avenida Barão do Amazonas, prometeram vistoria de engenheiro para atestar a estabilidade estrutural para esta segunda-feira. O desabamento ocorreu no forro do corredor que dá acesso à escadaria, no terceiro andar. “Houve dano em parte da estrutura de suporte do telhado e de sustentação da forração. Como há risco de queda desse material, foram definidas interdição e desocupação do prédio”, explicou o agente da Defesa Civil da Capital, Márcio Cardoso. Segundo o major do Corpo de Bombeiros Elemar de Mello, análise preli minar apontou sinais de rachaduras e infiltrações. Ambas instituições deverão inspecionar o local antes do retorno dos moradores ao prédio