“Nós entendemos que mesmo que ela não seja aquela que queremos, a proposta é um fato novo e merece ser avaliada pela categoria”, frisou a diretora do Simpa, Carmen Padilha. Em entrevista ao Guaíba Revista, Carmen Padilha reforçou que os municipários exigem além da reposição de inflação nos vencimentos, reajuste no vale refeição, fim do assédio moral e isonomia salarial. Ela também frisou haver servidores ganhando menos do que um salário mínimo.
Anteriormente, a Prefeitura havia oferecido 2,5% de reposição salarial agora e o restante em janeiro, e reajuste de R$ 1 no vale-alimentação, hoje de R$ 15. Os trabalhadores pedem 20% de aumento e vale-alimentação de R$ 23, além de isonomia salarial, valorização dos servidores e melhores condições de trabalho.
A diretora do Simpa salientou que o piquete montado em frente ao Hospital de Pronto Socorro levou as pessoas a procurarem atendimento em outras unidades. Os pacientes internados, porém, seguem sendo assistidos. Conforme Carmen Padilha, a adesão a greve é satisfatória, uma vez que os serviços no Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) estão parados, assim como os da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). A sindicalista estima que 90% da rede de ensino esteja prejudicada e que parte dos serviços também tenha sido afetada no Departamento Municipal de Habitação (Demhab).