O presidente do Sima, Rodinei Rosseto, fala que o sindicato orientou os municipários a cumprir a decisão, mas em assembleia a categoria decidiu se manter parada. Segundo ele, isso se deve à falta de materiais e condições de trabalhos nas unidades de saúde.
Nesta segunda-feira, o sindicato apresentou uma nova contraposta ao Executivo, que contempla 12% de reajuste salarial para todos os 3,5 mil servidores, entre celetistas e estatutários, além de R$ 15 de vale-alimentação e redução gradual do desconto aos funcionários, hoje de 50%, até chegar aos 20%. A prefeitura, porém, reiterou que a solicitação é inviável.
A proposta feita anteriormente aos municipários já foi encaminhada à Câmara de Vereadores e deve ser apreciada em plenário nesta terça-feira. Ela prevê aumento de 20% nos salários dos 190 celetistas e do VA de R$ 12 para R$ 14. Conforme a administração municipal, os estatutários não são contemplados na oferta pois já recebem trimestralmente o reajuste da inflação do período.
Em função da greve, iniciada no dia 5, apenas sete dos 17 postos do município fazem a aplicação da vacina da gripe, além do Pronto Atendimento Municipal (PAM 8). As demais imunizações estão suspensas. A paralisação compromete, ainda, a realização do teste do pezinho e de exames, já que o laboratório do município está fechado. Também é afetada a educação, com quatro escolas fechadas e cinco paralisadas parcialmente. A rede municipal soma 27 instituições.