A ação se destina tanto aos pacientes internados e que já tiveram alta quanto às pessoas que estavam na boate Kiss ou que participaram do resgate e tiveram contato com a fumaça tóxica liberada durante o incêndio, além de parentes. As consultas ocorrem no Hospital Universitário de Santa Maria.
Cerca de cem profissionais de diferentes áreas estão participando do mutirão. Segundo a enfermeira Ilse Melo, da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, além do médicos que atuam nos hospitais Universitário e Caridade Astrogildo de Azevedo, outros dez profissionais chegaram de Porto Alegre para prestar apoio.
Os cadastrados estão sendo atendidos em grupo de trinta pessoas e a conclusão dos trabalhos deverá ocorrer no final da tarde deste domingo. A partir dos exames deste final de semana será definido o tipo de tratamento que cada pessoa irá receber.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia já deixou 241 mortos.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Com informações da Agência Brasil