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Número de internados após incêndio na boate Kiss cai para 42

Sete estão internados em Porto Alegre em estado grave

O número de pacientes internados devido ao incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, caiu de 46 para 42, conforme o último balanço da Secretaria de Saúde do Estado, divulgado nessa quarta-feira. Os pacientes permanecem internados em quatro cidades gaúchas: Porto Alegre, Santa Maria, Canoas e Caxias do Sul. Deste total, sete ainda utilizam ventilação mecânica para respirar.

Os casos mais graves estão em Porto Alegre. Cinco pacientes estão no Hospital Cristo Redentor, onde um precisa de ventilação mecânica, assim como no Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde quatro estão internados e um usa aparelhos para respirar. Dois estão no Hospital Conceição, sendo um em ventilação mecânica. No Mãe de Deus, são cinco pessoas internadas – um em ventilação mecânica –, no hospital Moinhos de Vento, um paciente, e no Hospital de Clínicas, 10 pacientes, sendo quatro em ventilação mecânica. Na Santa Casa de Misericórdia há quatro pacientes.

Em Santa Maria, nove pessoas estão no Hospital de Caridade e um no Hospital São Francisco. Em Canoas, duas pessoas estão internadas no Hospital Universitário da Ulbra e em Caxias do Sul, um paciente internado no Hospital Unimed.

A tragédia


O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna.

As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.

Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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