• Não concordamos com ações de alguns grupos”, diz Bloco de Luta
“Nós estamos espremidos pelo tempo. Temos uma decisão judicial que nos obriga a lançar o edital no próximo dia 31. Depois da audiência pública, tem que ter no mínimo 15 dias úteis para os arremates finais. Estávamos no limite ontem. Nós fizemos 24 audiências em diversos bairros da cidade, não temos mais tempo para fazer. Vamos dar por concluído, remeter as informações para os órgãos fiscalizatórios. Mas decisão judicial se cumpre. Se o Judiciário entender que tem que fazer audiência, bom, é o órgão com competência para tomar decisões, mas nós convocamos a audiência, três pessoas falaram e aconteceu o que aconteceu. Até para defender vidas, foi tomada a decisão de interromper”, disse Melo, que entende que a prefeitura de Porto Alegre cumpriu todos os requisitos previstos em lei.
“Nós damos por concluído o processo. Nós colhemos informações, estamos abertos a todas as contribuições que podem chegar. Vamos lançar um edital que é público, com questões já consolidadas e outras que se consolidarão ao longo do processo. Cumprimos os requisitos do artigo da lei de audiências públicas. E se não ocorreu, não foi por falta de vontade do poder público”, completou.
Durante a confusão no Tesourinha, manifestantes dispararam rojões e pedras para dentro da quadra do ginásio, onde estavam as autoridades. Sebastião Melo admitiu que houve falhas na segurança. “A Brigada Militar e a Guarda Municipal estabeleceram regramentos na entrada. Não posso dizer os detalhes, porque não participei. A Guarda não é um instrumento especializado para isso. Ela tem outras funções na sua formação e pode falhar e mostra que teve falhas porque não era para entrar nenhum tipo de objetos como esses. Muitas das coisas jogadas foram arrancadas como redes e pedaços de paus dos banheiros”, concluiu.