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OAB tenta intermediar impasse na Câmara de Santa Maria

Cerca de 200 manifestantes estão acampados há quatro dias no local

A subseccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Santa Maria tenta solucionar o impasse que se estende há quatro dias na Câmara de Vereadores, ocupada desde as 17h da última terça-feira por cerca de 200 manifestantes, entre estudantes, familiares e sobreviventes do incêndio na boate Kiss, em fim de janeiro.

O grupo exige a exoneração do procurador jurídico da Casa, Robson Zinn, e a cassação de três vereadores integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar as 242 mortes ocorridas na casa noturna. No entendimento do presidente da OAB em Santa Maria, Péricles Lamartina, a exoneração de Zinn, se efetivada, só poderá ocorrer num prazo de 30 a 60 dias.

O presidente da Câmara, o vereador Marcelo Bisogno, do PDT, disse que recebeu hoje a ligação da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. Ela elogiou a maneira como vem sendo conduzida a situação, que até o momento não registrou atitudes violentas. Maria pediu que o conflito fosse resolvido sem a intervenção policial, segundo Bisonho.

A gravação


O principal motivo da ocupação foi o vazamento da gravação de uma conversa entre dois vereadores que integram a CPI e um assessor. No áudio, com mais de 42 minutos, a presidente da comissão, Maria de Lourdes Castro (PMDB), o vice, Tavores Fernandes (DEM), e o assessor, que seria o autor da gravação, tece críticas à mudança de posicionamento da vereadora Sandra Rebelato (PP), relatora da CPI. Na gravação, o trio diz que a investigação não pode chegar ao secretário de Relações de Governo e Comunicação, Giovani Mânica, nem ao prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer.

Nessa sexta-feira, vereadores da base governista lançaram nota, em que mostram disposição para negociar a pauta dos manifestantes, desde que eles deixem a Câmara, mas o grupo desconsiderou o comunicado. Descontentes com o impasse, dois vereadores do PSDB, enquanto isso, pediram para deixar a Mesa Diretora. Ainda não há resposta oficial para o pedido dos tucanos Admar Pozzobom, 1º secretário, e João Vargas, 2º vice-presidente.

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