Geral

Padre não cometeu crime, diz delegado de Santa Maria

Lauro Trevisan relatou que vítimas teriam sido encontradas vivas em caminhão que transportava corpos após tragédia na Kiss

Lauro Trevisan relatou que vítimas teriam sido encontradas vivas em caminhão que transportava corpos após tragédia na Kiss
Lauro Trevisan relatou que vítimas teriam sido encontradas vivas em caminhão que transportava corpos após tragédia na Kiss Foto : João Vilnei / Especial CP
O delegado de policia Sandro Minerz, que coordena a segunda etapa do inquérito policial para esclarecer os responsáveis pela tragédia da Boate Kiss, afirmou que o padre e escritor Lauro Trevisan não cometeu crime no trecho do livro "Kiss uma Porta para o Céu" no qual  relata que "dois ou três foram encontrados vivos no caminhão frigorifico que transportava os corpos". Em virtude de uma solicitação da Associação de Familiares de Vitimas e Sobreviventes da Tragédia e Santa Maria, o padre prestou depoimento na polícia no dia 22 de abril sobre as colocações que fez no livro.

Lauro Trevisan explicou, no depoimento, que o relato de que duas ou três pessoas foram transportadas no caminhão frigorífico do local da tragédia até o Centro e Municipal foi uma "alegoria". O padre também citou que os comentários sobre a possibilidade dos jovens terem sido transportados vivos em frigorífico, no dia da tragédia, foram feitos por diversas pessoas, mas não citou nomes. O advogado do escritor descartou a possibilidade do padre ser indiciado por falso testemunho. "Não existe nada que possa indiciar o meu cliente", enfatizou.

O padre Lauro retirou do livro o trecho que resultou na revolta dos familiares de vitimas da tragédia que matou 241 pessoas. Uma 2ª edição foi lançada sem o relato,  que estava ná página 5.


Bookmark and Share