O corpo de jurados, sorteado, é composto por cinco homens e duas mulheres. A defesa quer mostrar que a vítima tinha problemas psicológicos e morreu porque se suicidou. Supostos bilhetes de despedida datados de antes da morte foram apresentados à Justiça. Na versão do réu, a ex-mulher não aceitava o rompimento do relacionamento e queria que os dois criassem juntos a criança. Ela o procuraria insistentemente e, na data do crime, tomou uma atitude "possessiva e ciumenta" e se desesperou quando descobriu que o ex tinha outro filho.
A operadora de caixa morreu após cair da janela do terceiro andar do prédio onde morava, em Guarulhos, enquanto o menino foi internado com uma fratura do maxilar, após cair sobre a marquise da edificação. A polícia diz que ela se jogou porque o pagodeiro a ameaçou com uma faca. O filho, hoje com 11 anos, está entre as testemunhas de acusação.
A acusação quer mostrar que o réu é violento. "Vamos tentar demonstrar por testemunhas que ele (Evandro) infernizava a Andréia", diz o promotor. "Mesmo com outros relacionamentos e outro filho, ela era a primeira mulher dele. É o primeiro amor que ele não poderia perder".
Para a defesa, a vítima estava, na verdade, desequilibrada. Ex-namoradas que teriam sido perseguidas pela mulher darão o seu depoimento, segundo o advogado. Um parecer do psiquiatra forense será mostrado ao júri para confirmar a linha de defesa de que a própria estava fora de si.
Para o novo júri, foram também reunidos pela defesa vídeos para serem mostrados aos jurados que não estavam previstos na primeira tentativa de audiência. A maioria são reportagens de TV, nas quais o próprio advogado do réu é o entrevistado. Há também o filme 'Amar foi a minha ruína', de 1955. A protagonista é uma mulher que engana o marido e comete vários crimes por um ciúme descontrolado.