Segundo Ritter, a categoria reivindica aumento real de salário de 4% para todas as categorias profissionais, retroativo a data base de 2013. Os funcionários pedem ainda a concessão de gratificação, jornada de 30 horas e o pagamento de anuênios. Além disso, a categoria quer a contratação de novos funcionários e plano de saúde para todos os servidores e familiares.
No Hospital Conceição, representantes da direção e servidores grevistas chegaram a discutir na manhã de ontem sobre a presença de um carro de som em frente à instituição de saúde. O acesso de pacientes ao local foi liberado. No entanto, a categoria decidiu restringir o acesso de ambulâncias. O presidente da Associação dos Servidores do GHC, Valmor Guedes, informou que as paralisações nos dias 11 e 20 de março não surtiram efeito para que a direção do grupo abrisse negociação. “Tínhamos esperança que não chegaria a esse ponto. Mas a direção do hospital não abre diálogo”, explicou Guedes.
O gerente de Recursos Humanos do GHC, José Pedro da Luz, informou que a adesão ao movimento foi fraca e que os setores de ambulatório e emergência funcionaram normalmente nesta quinta-feira. Segundo Luz, o hospital possui a maior média salarial de todos os hospitais do Rio Grande do Sul e que todas as cláusulas reivindicadas pela categoria foram atendias pelo hospital. O GHC possui 4,6 mil funcionários.
Greve
Os servidores do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) entraram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira. Somente os casos graves e de risco de vida foram atendidos pelos funcionários do Nossa Senhora da Conceição, do Cristo Redentor e do Fêmina. Nas situações menos complexas, os trabalhadores informavam ao público que procurassem outras instituições de saúde. Os funcionários decidiram manter somente o atendimento no hospital Criança Conceição por se tratar de casos que envolvem crianças.