Geral

Paralisação do judiciário atinge 90% dos trabalhadores, segundo sindicato

Categoria pede 27% de reajuste e a criação de 1,8 vagas para desafogar a prestação de serviços

Quem procurou atendimento encontrou o sistema judiciário gaúcho parado nesta quarta-feira. Isso ocorreu devido a um protesto de 24 horas, que pode se repetir uma vez por semana. O ato afetou a verificação e a distribuição de processos, o registro de decisões judiciais e o protocolo de novas petições. O Sindicato dos Servidores do Judiciário Estadual (Sindjus) estimou que 90% dos cerca de 7,5 mil trabalhadores dos fóruns do Rio Grande do Sul tenham paralisado.

A categoria rejeitou a proposta salarial de 12% oficializada, na terça-feira, pelo Tribunal de Justiça e encaminhou uma contraproposta de 27%. Conforme o coordenador-geral do Sindjus, Valter Assis Macedo, além de reajuste, a categoria pede a criação de 1,8 mil cargos para reforçar o atendimento, considerado precário no Estado. Macedo explica que o cidadão deve evitar procurar os fóruns às quartas-feiras até que o protesto termine. Nos dias de paralisação, ficam mantidos apenas os serviços de plantão.

O Sindjus criticou o presidente do TJ, desembargador Leo Lima, por ter encaminhado a proposta à Assembleia sem negociar com a categoria. Em 17 de junho, uma assembleia dos servidores do judiciário pode votar um indicativo de de greve.

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