A paralisação dos trabalhadores atinge os hospitais Nossa Senhora da Conceição, Cristo Redentor, Criança Conceição e Fêmina, 12 postos de saúde e a UPA Moacyr Scliar.
O presidente do Sindisaúde, Arlindo Ritter, informou que o sindicato mantém o número mínimo de 30% dos trabalhadores para atendimento dos casos de urgência. A paralisação também afeta a rotina no ambulatório do Hospital Cristo Redentor. O local foi trancado pelos grevistas. Consultas eletivas, algumas marcadas há meses, foram canceladas. O ambulatório do Cristo Redentor realiza uma média de 150 consultas por dia, em áreas como traumatologia e ortopedia, neurologia e especializadas para cirurgias vascular, plástica e buco facial.
Querendo 4% de aumento real, servidores dizem aguardar negociação
O presidente da Associação dos Servidores do GHC, Valmor Guedes, disse que o segundo dia de greve dos trabalhadores alcançou 70% de adesão. Segundo ele, a direção do hospital ainda não procurou a categoria para negociar e, por isso, eles seguirão paralisados por tempo indeterminado, respeitando os 30% de efetivo de trabalhadores na ativa, conforme determina a lei.
Os servidores reivindicam aumento real de 4% e equiparação do vale-alimentação ao dos funcionários do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, considerado referência para trabalhadores federais, jornada de 30 horas e o pagamento de gratificações.