No depoimento, ele afirmou que a postura "linha dura" adotada pela magistrada contra policiais do Batalhão de São Gonçalo incomodava o então comandante da unidade, Claudio Luiz Silva de Oliveira. O delegado confirmou a versão de que o estopim da morte da juíza foi a decretação da prisão de policiais envolvidos na execução de Diego Belini, ocorrida no dia 3 de junho de 2011, no morro do Salgueiro, em São Gonçalo, na Baixada Fluminense.
Os PMs registraram o caso como auto de resistência - morte de suspeito em confronto com a polícia -, mas após as investigações a juíza concluiu que o rapaz havia sido executado. Ettore disse ainda que o bando havia tentado matar Patrícia Acioli duas vezes antes de efetivamente cometer o crime em agosto de 2011. Segundo ele, o plano inicial da quadrilha era contratar uma milícia para executar a juíza. O plano foi abortado quando, no dia 11 de agosto, antes de deixar o fórum de São Gonçalo, a magistrada decretou a prisão dos policiais envolvidos na morte de Belini. O grupo decidiu, então, executar a juíza naquela mesma noite, ao chegar em casa, no município de Niterói.