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Pesquisa aponta que Justiça gaúcha é a mais confiável

Mineiros são os que mais desconfiam do Judiciário, com 71,5%

Um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que, na Capital, 59,5% dos consultados acreditam que o Judiciário é nada ou pouco confiável. Esse é o menor número no Índice de Confiança na Justiça (ICJ-Brasil) entre todas as capitais analisadas. Na outra ponta, os mineiros são os que mais desconfiam do Judiciário, com 71,5%.

Nas sete regiões que compõem a pesquisa, mais de 90% das 1.598 pessoas entrevistadas criticam a velocidade de trabalho do Judiciário. Na média, 92,6% da população considera a Justiça lenta. Essa proporção chega a 93,1% no Rio de Janeiro e 94,6% em Brasília.

A avaliação de que o Judiciário peca pela morosidade, no entanto, não derrubou no primeiro trimestre a nota conferida à Justiça. Pelo contrário, houve avanço ante os três últimos meses de 2009, passando de 5,8 para 5,9 numa escala que varia entre 0 e 10. A alta, na avaliação da FGV, foi puxada pelo subíndice de percepção, que mede a opinião das pessoas sobre a Justiça. O item registrou no primeiro trimestre alta, passando de 4,7 para 4,9.

Outro subíndice que apresentou melhora foi o de comportamento, que estima o total de pessoas que ingressariam, caso necessário, na Justiça. O item subiu de 8,1 para 8,2 pontos.
 
A coordenadora do ICJ-Brasil, Luciana Gross Cunha, observou que o indicador manteve a tendência verificada em 2009, de críticas quanto à morosidade do Judiciário, mas a imagem do poder melhorou junto ao público. "É possível perceber que, quanto maior é o acesso das pessoas à Justiça, melhor é a sua avaliação sobre ela."