Pesquisa realizada pela empresa Honeywell mostrou que, dois anos depois, 99% dos brasileiros entrevistados sabem da tragédia da boate Kiss e que quatro em cada cinco (81%) mudaram o comportamento, adotando medidas preventivas, por exemplo. Porém, só 51% conhecem os procedimentos que se deve adotar durante sinistros em locais públicos. Mais de 40% não sairia diretamente pela saída de emergência. O grupo adotaria medidas perigosas, como tentar apagar o fogo ou socorrer feridos.
“Esse dado nos preocupa. É natural que a sociedade se sensibilize com uma tragédia como essa e esteja alarmada, mas faltam leis mais efetivas e informações de como as pessoas devem agir”, alerta o diretor do Grupo Setorial de Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Cesar Miranda. Ele destaca que, associada à legislação preventiva, é necessária uma fiscalização rígida.
Cerca de 72% dos 1.011 entrevistados concordam que não há recursos suficientes e procedimentos em vigor para mantê-los a salvo de incêndios em locais públicos. A maior parte atribui ao governo (92%) e aos donos de empresas (94%) a responsabilidade por garantir a segurança. Miranda observa que a mudança na prevenção não ocorre de um ano para o outro. No entanto, as pessoas se sentem inseguras e, na ocorrência, precisam ser avisadas por alarmes e necessitam de proteção e informações.
Pesquisa indica que muitos não sabem como agir em incêndios
Dois anos após tragédia da Kiss, 40% dos entrevistados escolheriam medidas perigosas