Tanea Bratz acrescentou que existem indicativos de que o Vectra estaria em alta velocidade, citando como exemplo os sinais da destruição e partes do carro que ficaram espalhadas na área. “Onde ocorreu a colisão chegou a abrir um buraco no asfalto”, recordou. Admitiu ainda que a responsabilização criminal pelo acidente ficou prejudicada no caso.
Responsável pela Comunicação Social da PRF, o inspetor Alessandro Castro ficou estarrecido com a violência do acidente. Ele também acredita que o Vectra trafegava em alta velocidade e acabou invadindo a pista contrária, atingindo o Gol. “É inacreditável”, afirmou em relação ao segundo caso de uma família dizimada pela violência no trânsito. Lembrou ainda que a BR 392, naquela região, teve 38 acidentes com cinco mortos em 2013.
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Como foi o acidente
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Vectra, que vinha no sentido Porto Xavier-Roque Gonzales, saiu da pista e colidiu de frente contra o Gol, ambos os veículos saíram da pista. Os dois veículos ficaram totalmente destruídos.
A PRF identificou as vítimas do Gol como o casal Edemar Siqueira de Freitas, de 55 anos; e Líria Kuti de Freitas, de 50 anos; além do filho Nilmar Kuti de Freitas, de 30 anos; da nora Jaqueline Durão Duarte, de 18 anos; e do neto Kaique Duarte de Freitas, de apenas dois anos de idade. Todas residiam em Porto Xavier e retornavam de um culto religioso de Roque Gonzales. Já no Vectra, segundo os policiais rodoviários federais, estavam Jardel de Godois Ramires, de 27 anos, e Márcia Perassolo Dias, de 26 anos, que também não sobreviveram. Eles moravam em São Luiz Gonzaga.