Além deles, pelo menos cinco supostos organizadores do evento também foram identificados pela Polícia. Um deles já prestou depoimento e confirmou ter participado do ato, como revelou a policial. “Já identificamos alguns dos organizadores da manifestação. Uma delas é uma moça que já foi ouvida hoje na delegacia e nos próximos dias serão intimados os outros”, explicou.
A delegada espera identificar os militantes que praticaram o crime contra o patrimônio público para dar andamento às investigações. Imagens gravadas por emissoras de televisão também podem auxiliar nos trabalhos. de condenação, os envolvidos podem pegar de seis meses a três anos de prisão em regime semi-aberto.
Um simpatizante do movimento que acabou sendo atingido com um tiro de bala de borracha na perna também prestou esclarecimentos à investigação. O projétil retirado durante atendimento médico vai ser submetido a perícia. Em caso
Danos superiores a R$ 30 mil
Conforme o levantamento mais recente realizado pela Prefeitura, os danos ao Paço Municipal foram estimados em R$ 32 mil. Segundo a Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPHC), os custos são elevados em função do caráter histórico do prédio, o que exige equipamentos especiais na restauração. A diretora municipal da EPHC, Débora Regina Magalhães da Costa, até mesmo a tinta utilizada para pintar o prédio é específica.
Na ocasião, a mobilização em frente ao Paço Municipal foi marcada por atos isolados de vandalismo. Com o uso de pedaços de madeira e tintas, entre outros objetos, um grupo tentou invadir o prédio da Prefeitura. O secretário de Governança Local, Cezar Busatto, teve as roupas manchadas com tinta vermelha e funcionários ficaram feridos. O prefeito José Fortunati chamou os manifestantes de "baderneiros".