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Polícia nega versão de promotor em depoimento sobre Eliseu

Eugênio Paes Amorim disse que delegado teria voltado atrás na versão de latrocínio do ex-secretário

A Polícia Civil discordou das interpretações do promotor Eugênio Paes Amorim a respeito do depoimento do chefe da corporação, delegado Ranolfo Vieira Júnior, na audiência sobre a morte do ex-secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, nessa quarta-feira. Para o representante do Ministério Público (MP), a fala do delegado foi decisiva para endossar a versão dos promotores de que o crime se tratou de uma execução, e não de um latrocínio. Segundo o relato de Amorim, Vieira Júnior admitiu que se baseou em presunções e confirmou que houve pressa na apuração do caso.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil deixou claro, nesta tarde, que o delegado, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) na época do crime, mantém a convicção que o ex-secretário foi vítima de roubo com morte. O delegado depôs na condição de testemunha e seu relato era considerado crucial pela defesa dos 11 réus justamente por defender a tese de latrocínio. Vieira Júnior preferiu não gravar entrevista, segundo a assessoria de imprensa.

Além do delegado e do ex-senador e radialista Sérgio Zambiasi (PTB), outras 24 pessoas prestaram depoimento ontem. A previsão era ouvir 43, mas não houve tempo suficiente. As oitivas terminaram no início da madrugada de hoje e prosseguem em 14 de março, quando serão ouvidas as 17 pessoas restantes. Os réus devem ser ouvidos no dia 25 do mês que vem. Encerrada a última audiência do caso, a juíza decide se o processo vai ou não a júri popular.

A morte de Eliseu vai completar um ano neste sábado. O ex-secretário foi baleado na frente da esposa e da filha, quando saía de um culto, no bairro Floresta, em Porto Alegre.

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