O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal do Rio Grande do Sul, Paulo Paes, garante que a categoria vai cumprir a decisão, mas vai promover outras manifestações, com panfletagem, cartazes e ações inusitadas como as que ocorreram na semana passada em todo o Brasil. Na Capital, foi colocado um elefante inflável em frente à Superintendência da PF em alusão aos estádios construídos nas 12 cidades-sede do Mundial. “Não recebemos a notícia com surpresa. É apenas mais uma ação para tentar deslegitimar nosso movimento, mas certamente vamos protestar de outras formas”, sustenta.
Uma assembleia dos policiais federais do Rio Grande do Sul está mantida na próxima quarta-feira para definir as próximas ações. Uma paralisação de 24h no mesmo dia deve ser definida nesta sexta. “Vamos cumprir a ordem judicial. Caso tenhamos êxito (na Justiça), vamos juntar toda a categoria novamente para definir se fazemos greve ou não. Ainda não tínhamos declarado greve, a AGU se antecipou a uma suposição de greve. Nunca tinha visto um direito ser regulado antes mesmo de ser colocado em prática”, ressaltou o vice-presidente, Ubiratan Antunes Sanderson.
Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal aprovaram o indicativo de greve ainda em fevereiro e fazem manifestações por melhores salários e contra o suposto ‘desmonte’ da corporação. A categoria exige reposição de 40%.