Hickmann não deve afastar ninguém do cargo. "Tenho confiança até que me provem o contrário", falou, se referindo às 16 pessoas investigadas – incluindo servidores públicos, secretários vereadores e empresários.
Segundo o MP, há indícios do envolvimento de Hickmann no esquema, por isso, a investigação passou a ser coordenada pela Procuradoria de Prefeitos. Apesar de declarar confiança na sua equipe, ele avalia a adoção de medidas para fazer correções em possíveis ilegalidades. Salientou ainda que não foi denunciado. “É uma suposição, mas até agora não me questionaram e não me denunciaram em nada”, garantiu.
Os mandados foram cumpridos durante a Operação Inconfidentes que envolveu o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As investigações, ocorridas entre 2011 e 2012, demonstraram que houve dispensa indevida e direcionamento de licitações para diversos tipos de serviços. Entre os contratos supostamente fraudados, está o da compra de dois eletrocardiógrafos e dois desfibriladores, medicamentos, combustíveis, alimentos e pneus.
Também há suspeitas sobre obras públicas, como a construção de uma escola de educação infantil, duas unidades básicas de saúde, casas populares, creches e praças, paradas de ônibus e uma ponte. Além disso, as provas para um concurso público também são alvo. Todas as empresas investigadas são de pessoas ligadas diretamente (parentes ou amigos) à administração municipal. O Ministério Público informou nesta quinta que segue analisando os documentos.