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Prefeitura de Charqueadas não acabará com embargo se empreiteiras não pagarem tributos

Complexo penitenciário da cidade gera dívida de R$ 200 mil para o município

O prefeito de Charqueadas, Davi Gilmar Souza, afirmou que não levantará o embargo de sete obras de construção e ampliação no complexo penitenciário da cidade, se os tributos não forem pagos pelas empreiteiras. Segundo Souza, as projeções da prefeitura apontam para uma dívida de, pelo menos, R$ 200 mil, levando em conta todas as obras. 

Ele disse que também espera que as empresas apresentem as plantas das construções. Nesse valor – de R$ 200 mil – não está incluída a ampliação na Penitenciária Modulada de Charqueadas. A obra do albergue, apelidado de "Macberto" no meio carcerário, que está sendo feita na área da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), continua embargada. A secretária geral de Governo, Ana Pellini, já afirmou que o fim do embargo depende de uma negociação direta entre a prefeitura e os empreiteiros. A comitiva do RS, que faz um périplo pela Europa, conhecendo experiências de presídios privados na Inglaterra e Espanha, esperava inaugurar a obra na volta, na última semana deste mês, após uma audiência pública na cidade.

Segundo o prefeito, não houve reuniões entre os empreiteiros e o executivo local. Conforme Souza, a única reunião que os empresários da construção tiveram foi com representantes do Governo. Os empreiteiros que constroem o "Macberto" chegaram a procurar a secretaria municipal da fazenda. Porém, segundo o prefeito, não há informações de que eles tenham pago os tributos e taxas. "Se não pagarem os tributos, não vamos levantar o embargo de todas as obras", afirmou Souza. "Se cobro impostos do cidadão comum que reside aqui, por que não vou exigir o mesmo de empresas de grande porte?", questionou.