Segundo Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o descarte dos R$ 3,30 foi dado na tarde desta terça-feira, 19, pelo prefeito José Fortunati. “Certamente não será esse o valor, levando em conta, entre outros fatores, a questão da desoneração fiscal”, disse.
Cappellari também afirmou que nenhuma análise sobre a planilha tarifária será realizada antes de definições estabelecidas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre questionamentos técnicos em relação à metodologia do cálculo tarifário.
Situação foi mais calma no fim da tarde
Após uma manhã de caos em Porto Alegre, a ameaça de uma segunda operação tartaruga no fim da tarde, conforme anunciavam os manifestantes, não se confirmou. Pelo menos não com a mesma intensidade que foi verificada pela manhã. Houve lentidão na saída dos ônibus que partiam do Centro, o que gerou filas. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), porém, não reconheceu o movimento como parte da “Operação Tartaruga”.
Uma ação cautelar protocolada pelos procuradores Noedi Rodrigues e Beatriz de Holleben Junqueira Fialho, no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e deferida pela desembargadora Cleusa Regina Halfen, do TRF4, acalmou os ânimos dos manifestantes. Pela ação, uma multa de R$ 100 mil seria aplicada ao sindicato da categoria.
Na avaliação do procurador Noedi Rodrigues, o Rodoviários/PoA é responsável pelas ações. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Julio Gamaliel, disse que a iniciativa dos atos ocorridos partiu de um movimento independente. “O Sindicato não participou disso mas já identificou os culpados e os alertou sobre a posição do Ministério.”
Sindicato não planeja nova manifestação
Após o tumulto no trânsito nesta terça-feira, quando inúmeros ônibus circularam em baixa velocidade provocando grandes congestionamentos em Porto Alegre, um dos líderes do protesto e diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Afonso Martins, afirmou que a situação não deve se repetir nesta quarta-feira. “Por enquanto não temos previsão para realizar nova manifestação”, assegura, de forma sucinta.
Martins afirma que o protesto ocorreu porque, segundo ele, houve uma fraude na assembleia que aprovou a proposta de dissídio coletivo prevendo aumento salarial de 7,5% para a categoria. “Os diretores do sindicato estão levantando uma cortina de fumaça para desnortear a sociedade e o Judiciário”, alertou.
Com informações do repórter Wagner Machado