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Prefeitura ingressará na Justiça para acabar com paralisação da Carris

Fortunati entrará com pedido de ilegalidade para que ônibus voltem a circular em Porto Alegre

Reunião para definir a suspensão da paralização ocorre hoje a tarde
Reunião para definir a suspensão da paralização ocorre hoje a tarde Foto : Vinícius Roratto
Depois de quase duas horas de reunião com o presidente da Companhia Carris Porto-Alegrense (Carris), Sérgio Zimmerman, e com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, o prefeito de Porto Alegre José Fortunati informou no final da manhã desta sexta-feira que vai acionar a Justiça para que os ônibus da companhia voltem a circular. O encontro ocorreu no Paço Municipal após uma manhã em que os usuários de transporte coletivo da Capital foram surpreendidos com a mobilização dos trabalhadores da empresa pública.

De acordo com Fortunati, a prefeitura vai entrar com um pedido de ilegalidade da mobilização. “Nós queremos manifestar a nossa estranheza com a forma que a paralisação ocorreu. Em momento algum os trabalhadores se reuniram com antecedência e comunicaram. Eles se reuniram hoje de manhã e acabaram decidindo paralisar o transporte coletivo, que é essencial, não pode ser paralisado de uma hora para outra. Nós vamos entrar com um pedido de ilegalidade para que o serviço volte a funcionar”, disse o prefeito.

Além disso, conforme Fortunati, haverá desconto no salário pelo dia não trabalhado. “Obviamente, os paralisados hoje vão receber o desconto do dia parado. Quem falta o trabalho, não pode receber abono”, resumiu. Entre as reivindicações da categoria estão o excesso de cargos de confiança na empresa; sucateamento da frota e das oficinas; falta de segurança para motoristas, cobradores e passageiros; uniformes de má qualidade; falta de condições para cumprimento dos horários, além do pagamento de um prêmio motivacional.

Fortunati afirmou que as demandas reivindicadas estão sendo atendidas de forma gradual. Sobre o pagamento da gratificação exigida pelos funcionários, o prefeito disse que houve acordo dos trabalhadores com a direção da Carris, quando foi firmado que o benefício seria pago mediante a obtenção de metas coletivas e físicas, que ainda serão avaliadas.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre, 90% dos funcionários aderiram ao movimento – o que significa que apenas 10% dos ônibus estão circulando pelas ruas. Diariamente, os veículos da Carris atendem a cerca de 300 mil pessoas.

Segundo o presidente da Carris, Sérgio Zimmerman, o resultado da reunião será comunicado aos funcionários ainda nesta sexta-feira. “Vamos sentar com a comissão de negociação para informar a decisão do governo com o intuito de conseguirmos construir com eles uma solução definitiva para essa ocorrência que prejudica a população”, afirmou.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) marcou para às 14h uma reunião de mediação com a direção da Carris, uma comissão de trabalhadores da companhia e representantes do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre. O agendamento foi feito pela procuradora regional do Trabalho, Beatriz de Holleben Junqueira Fialho.

Com informações do repórter Jerônimo Pires

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