Segundo o prefeito, a estrutura será avaliada e, se confirmado erro humano, os responsáveis serão punidos. “Vamos fazer um laudo pericial. Nós vamos tomar todas as medidas possíveis para que a obra possa voltar a ter segurança definitiva. Se houver responsabilidade técnica, obviamente, há de vir penalização”, sintetizou.
Fortunati ressaltou que solicitará apoio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (Crea-RS) para elaborar o laudo sobre a tubulação. “Estou perplexo com o estrago causado. Naturalmente nós tivemos um verdadeiro dilúvio sobre a cidade, mas isso não pode justificar o que estou vendo aqui. A obra tem que aguentar qualquer inundação. E não aguentou. Então tem um problema técnico”, ponderou.
A forte chuva abriu um buraco na via e um carro que estava estacionado caiu no local. Conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o condutor não estava no veículo. De acordo com diretor-geral do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Tarso Boelter, o problema ocorreu em razão dos 62 mm de precipitação que caíram na Capital. Os técnicos da prefeitura utilizam britadeiras e retroescavadeiras para recuperar o trecho.
Cidade subterrânea
Dos 15 mil metros de canalizações do Álvaro Chaves, 1,95 mil metros são de conduto forçado (rede sob pressão), 2,51 mil metros são redes de macrodrenagem e 10,85 mil metros são tubulações de microdrenagem (rede de diâmetro inferior a 1,5 metro).
Cerca de 3,8 mil metros de galerias de concreto foram construídas no subsolo para conduzir a água da chuva ao Guaíba. Na Rua Cel. Bordini localiza-se a maior galeria do conduto, com 7,5 metros de largura e 2,5 metros de altura. Para a execução dessa galeria, o DEP fez uma escavação de 8,8 metros de profundidade, maior que um prédio de dois andares.
O conduto foi construído com financiamento de 66% do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e contrapartida da prefeitura de Porto Alegre, de 34%. O objetivo é controlar alagamentos em pontos críticos de nove bairros e da Avenida Goethe.
Falta de luz é normalizada
Na manhã desta quinta-feira, cerca de 800 clientes permaneciam sem luz em função da chuvarada. Porém, pouco antes das 11h, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) informou ter normalizado o serviço.
Os principais problemas ocorreram em Porto Alegre. No momento da enxurrada, mais de 40 mil clientes ficaram sem o serviço. Nas áreas de concessão da RGE e da AES Sul não houve registros de clientes sem luz.
Emergência do Hospital de Clínicas segue restringindo atendimentos
A administração do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) informou que o Ambulatório do subsolo, fechado na manhã desta quinta-feira, também não funcionará no turno da tarde. A área foi inundada durante a chuva e, desde então, vem passando por limpeza, desinfecção e manutenção dos estragos. A equipe do HCPA entrará em contato com os pacientes para reagendar as consultas que estavam marcadas.
Com informações do repórter Jimmy Azevedo