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Presídio de Guaíba passa por teste de resistência das paredes

Durabilidade de materiais usados para construção foi questionada

Teste realizado com broca
Teste realizado com broca Foto : Marco Vieira / Susepe / CP
Depois da polêmica sobre a durabilidade de materiais para a construção de presídios, o Departamento de Engenharia da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) fez um teste de resistência nas paredes da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba nesta sexta-feira.

Um funcionário perfurou uma divisão entre as celas, com uma furadeira com broca de 19 centímetros. Isso, segundo a instituição, serviu para mostrar a largura e a dificuldade para atravessar a estrutura. Uma marreta também foi usada para mostrar a solidez do material. A casa prisional foi uma das construídas de forma modular no Rio Grande do Sul.

Segundo o diretor de Engenharia da Susepe, Carlos Hebeche, a penitenciária foi classificada pelo Fundo Global das Nações Unidas como exemplo mundial de construção, pois evita mofo e, consequentemente, doenças infecciosas. Ele explicou que este tipo de projeto representa segurança e menores custos.

O sistema pré-moldado, que faz com que a execução da obra seja mais rápida, foi adotado em outras cinco instituições prisionais: de Charqueadas, Montenegro, Osório, Ijuí e Uruguaiana. Um inquérito que teria constatado indícios de irregularidade na construção de presídios em Santa Catarina embasou uma suspensão cautelar do Ministério da Justiça. Com isso, foram interrompidas as tramitações de 11 presídios no Brasil, divididos entre oito estados, incluindo o Rio Grande do Sul.

Contudo, a medida não comprometerá a construção da cadeia pública de São Leopoldo, cujo projeto estava entre os analisados. A previsão é que a conclusão da planta ocorra entre seis e oito meses, com custo de quase R$ 18 milhões. O mesmo projeto, realizado com o método convencional, custaria cerca de R$ 24 milhões, com prazo de execução de 18 a 24 meses.

Para a retomada dos processos, o ministério assinou, no dia 13 de junho, um termo de cooperação técnica com a Universidade Federal de Santa Catarina para comprovar e validar o material utilizado nas obras. A primeira etapa deverá ser anunciada até o final de setembro. Somente depois será definida a retomada ou não da tramitação.

Esse modelo de construção é executado com exclusividade pela empresa Verdi Construções, de Erechim. Segundo o advogado da empresa, Andrei Zenkner, as contestações não correspondem à prática, uma vez que os processos de denúncias foram arquivados pelos departamentos responsáveis. O teste foi acompanhado por representantes do Departamento de Gestão do Conhecimento para a Prevenção e a Repressão à Corrupção (Degecor) da Secretaria de Segurança Pública.

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