Conforme o diretor do presídio, Brasil Jornada Finamor, os detentos receberão endereços de e-mails, uma senha para acessar a Web, e um técnico será responsável por filtrar as mensagens, evitando que sejam usadas para fins ilegais. "Os (presos) que quiserem ter um e-mail terão de pedir permissão à direção da casa prisional", ressaltou. Segundo Finamor, em um primeiro momento, os detentos aprenderão a mexer no computador, com aulas de informática básica, cursos de manutenção dos aparelhos, entre outros ensinamentos que devem ser ministrados pelo Senac. "A intenção é dar oportunidade de terem um curso profissional e desta maneira prepará-los para o mercado de trabalho quando ganharem a liberdade", disse.
O diretor garantiu que os presos serão monitorados e que o conhecimento em informática não será usado em ações criminosas. "Todo material será filtrado e fiscalizado. Teremos gente capacitada para fazer isso", explicou.
As aulas de informática no presídio de São Luiz Gonzaga, a 500 quilômetros de Porto Alegre, devem começar ainda este mês aos 89 detentos que frequentam as aulas do Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Neeja). A criação do laboratório de informática tem a parceria da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e o Ministério da Educação.