A polícia quer interrogar nesta quarta-feira o outro sócio da casa, Elissandro Spohr. O advogado dele, Jáder Marques, quer ter acesso aos depoimentos de outras testemunhas para saber de acusações e informações que considera erradas. Caso não consiga, vai pedir o cancelamento do depoimento.
Depois de cruzar informações das listas de mortos, feridos atendidos em hospitais e pessoas que informaram seus nomes pela internet, a polícia acredita que mais de mil pessoas estiveram na Kiss na noite da tragédia. Como a capacidade da casa era de 691 pessoas, o número confirmaria a superlotação. O advogado de Spohr questionou os números por considerar a internet pouco confiável e também por entender que a lotação conhecida é de um projeto antigo da boate, que teria aumentado sua capacidade posteriormente.
Spohr, Hoffmann, Leão e também o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos estão presos preventivamente na Penitenciária de Santa Maria como principais suspeitos pela tragédia. A polícia vai concluir o inquérito nos próximos dias e pode apontar também outras pessoas como responsáveis pelo incêndio, por negligência na emissão de documentos e fiscalização.