As discussões foram acaloradas, mas a maioria dos professores votou pela volta ao trabalho, depois de mais de dois meses de paralisação. Pesou na decisão da maioria o acordo firmado terça-feira, em Brasília, no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, no qual uma das cláusulas é o arquivamento, sem punição, dos processos administrativos, inquéritos ou sindicâncias contra servidores em greve.
No acordo, que teve a participação da diretoria do Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe), também ficou expresso o abono das faltas durante a greve atual e as anteriores. Após a decisão, os professores começaram a encaminhar a forma como será feita a reposição das aulas, que poderá ser inclusive durante os finais de semana.
O período de paralisação dos professores também foi acompanhado de uma onda de protestos na capital fluminense. Enquanto os professores realizaram manifestações pacíficas, em frente às sedes do governo e pelas ruas centrais do Rio, mas foram acompanhados muitas vezes dos Black Blocs, que entraram em confronto com a polícia e realizaram atos de vandalismo.