O promotor Ricardo Lozza, responsável pelo inquérito civil que investigou um caso de poluição sonora em 2009 por parte da boate Kiss, deve depor na tarde desta terça-feira no processo criminal sobre o incêndio na casa noturna, em Santa Maria. Ele vai ser ouvido como testemunha, arrolada pela defesa de Elissandro Spohr, o Kiko, um dos ex-sócios da Kiss e réu no processo. Jader Marques, advogado de Spohr, havia protocolado uma notícia-crime contra Lozza anda em 2013 alegando que o promotor foi negligente na condução das investigações envolvendo a casa noturna no passado e, desse modo, também teve responsabilidades legais no caso do incêndio na boate.
Um dos pontos colocados pela defesa de Spohr é a instalação das espumas de isolamento acústico na Kiss: a exigência, segundo Marques, era parte do TAC firmado entre a Kiss e o MP, e foi justamente esse material o estopim do incêndio. O caso foi arquivado pelo Conselho Superior do Ministério Público, que considerou a condução do caso como adequada. Depois disso, a defesa arrolou Lozza como testemunha argumentando que as informações referentes à investigação de 2009 podem ser cruciais para o caso do incêndio, que deixou 242 mortos em 27 de janeiro de 2013.