O promotor Ricardo Lozza, que coordenou o inquérito civil sobre poluição sonora na Boate Kiss, onde ocorreu à tragédia do dia 27 de janeiro de 2013, quando morreram 242 pessoas, prestou depoimento nesta terça-feira no processo criminal que investiga as causas do sinistro. O promotor foi indicado como testemunha de um dos sócios da casa noturna , Elissandro Spohr , o Kiko.
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Em 2013, Jader Marques, advogado de Kiko, tinha protocolado uma noticia-crime contra Lozza no Tribunal de Justiça, onde afirmou que o mesmo teria sido negligente na condução do inquérito civil público que investiga a ocorrência de poluição sonora na Kiss. Durante o depoimento, o promotor que na trabalha na1ª Vara Criminal, que é presidida pelo Juiz Ulysses Fonseca Louzada, afirmou que as modificações no interior da casa eram de responsabilidade do engenheiro.
Lozza também afirmou que a colocação de barras de ferros no interior da casa noturna, que teria dificultado a saída das pessoas, e outras alterações no interior do prédio, bem como a aprovação técnica, seria da responsabilidade do referido engenheiro. As audiências prosseguirão no próximo dia 14. Respondem ao processo pela tragédia os sócios da Kiss, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann e os integrantes da banda Gurizada Fandagueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão. Eles são acusados por homicídios qualificados com dolo eventual e tentativas de homicídios qualificados.