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Protesto de familiares de vítimas da Kiss quase termina em briga

Nova manifestação deve ser realizada nesta quarta-feira em Santa Maria

Músicos foram cercados e iniciada uma forte discussão, que quase terminou em briga.
Músicos foram cercados e iniciada uma forte discussão, que quase terminou em briga. Foto : João Vilnei/Especial CP
Familiares e amigos das vítimas da tragédia da Boate Kiss realizaram uma caminhada no fim da tarde desta terça-feira no calçadão no Centro de Santa Maria. O protesto gerou confusão quando o grupo, com cerca de 100 pessoas, passou por uma banda que se apresentava em programação cultural do município. Os músicos foram cercados e iniciada uma forte discussão, que quase terminou em briga.

Com faixas e gritos por justiça, a manifestação pediu que os quatro réus liberados da Penitenciária Estadual de Santa Maria, na semana passada, sejam novamente detidos. Nesta quarta-feira, há a previsão para novo protesto na BR 158.

Dois grandes movimentos já foram realizados desde a soltura dos reús, um deles em Porto Alegre. Outras manifestações menores também foram feitas desde a última quarta-feira.

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) aprovou, em decisão unânime, o pedido de liberdade dos quatro detidos devido à tragédia da boate Kiss: os sócios da casa noturna Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, o vocalista da banda Gurizada Fandagueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor do grupo, Luciano Bonilha Leão.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 242 pessoas mortas.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.


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