“Algumas coisas estão sendo discutidas, como uma operação padrão no final da manhã. Para não criar tumulto, não fizemos no começam da manhã. Nesta primeira hora da manhã é o momento em que o trânsito é maior. Se a nossa intenção fosse causar o caos, faríamos agora. Por isso retardamos esse encontro, ainda na esperança de que o Ministério Público nos chame agora pela manhã para que possamos fazer o comunicado oficial da greve. Queremos conduzir essas coisas”, declarou à Rádio Guaíba.
Os rodoviários querem definir junto ao MP a porcentagem da frota que irá para a rua na segunda-feira. Eles querem que apenas 30% dos ônibus circulem na Capital, já o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) considera esse número muito baixo. Alceu Weber destacou que os rodoviários aceitam rodar com 100% da frota apenas se for decretado passe livre enquanto seguir o impasse.
“Nós colocamos duas situações. A primeira é que aceitamos rodar em 100% se o prefeito colocar o passe livre até que haja uma definição da nossa reposição salarial. O segundo ponto seria de operar em 30% porque estamos no verão, a frota foi reforçada com veículos maiores em relação ao ano passado. Na há necessidade de colocar 50% ou 60% porque já está diferente a situação”, avaliou.
Categoria quer aumento de 14%
A categoria pede aumento salarial de 14%, reajuste no vale alimentação, adicional de risco de vida e redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais. Em 2013, o Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre pediu reajuste de 20% e levou 7,5%, incluindo o índice inflacionário. O aumento real foi de 1,5%.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) informou que propôs a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no período de 1º de fevereiro de 2013 a 31 janeiro de 2014. O índice definitivo, porém, só deve ser publicado em meados de fevereiro. O Seopa havia recebido prazo até esta quinta para reajustar a oferta.
O Seopa sustentou que é difícil alterar a proposta devido à “falta de definições sobre a tarifa de ônibus”. Além da reposição da inflação, a entidade patronal ofereceu a renovação de benefícios vigentes como passe livre gratuito, quinquênio, vale-alimentação no valor de R$ 16,00 e subsídio do plano de saúde.