Geral

RS é notificado a adotar medidas de segurança em prédio da Capital

Edifício onde funcionam entidades e órgãos públicos deve ser desocupado em seis meses

Funcionários temem um possível dano à estrutura do prédio em razão do incêndio
Funcionários temem um possível dano à estrutura do prédio em razão do incêndio Foto : Vinicius Roratto / CP Memória
O Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou, em audiência realizada nesta quinta-feira, o Estado do Rio Grande do Sul a adotar providências emergenciais de segurança no edifício Othelo Rosa, situado na rua Carlos Chagas, no Centro Histórico de Porto Alegre. Em 27 de março, ocorreu um incêndio no prédio onde funcionam diversas entidades e órgãos públicos.

O procurador do Trabalho Carlos Carneiro Esteves Neto relatou que, antes mesmo do incêndio, o MPT já havia instaurado inquérito civil devido a irregularidades denunciadas no prédio. Após o sinistro, a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) emitiu parecer informando a ausência do Programa de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI). Em 19 de abril, foi realizada inspeção conjunta do MPT e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), representado pelo auditor-fiscal do Trabalho Roque Puiatti, na qual foram constatadas diversas situações de risco aos funcionários que prestam serviços no prédio e usuários.

Durante a audiência, foi consenso entre os presentes que as condições atuais do edifício estão inadequadas, no que se refere às normas de segurança e proteção dos 750 trabalhadores que laboram no local. Os representantes da Secretaria Estadual da Administração e Recursos Humanos (SARH) garantiram que a estimativa para desocupação total do edifício é de, no máximo, seis meses.

O encontro foi presidido pelo procurador do Trabalho Carlos Carneiro Esteves Neto e reuniu representantes dos órgãos instalados no local: Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema); Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs); Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam); Conselho Estadual de Cultura; e Secretaria Estadual da Administração e Recursos Humanos (SARH) – responsável pelo prédio. Também estavam presentes Corpo de Bombeiros, Procuradoria-Geral do Estado e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Servidores protestaram por melhores condições de trabalho


Dezenas de servidores paralisaram as atividades por duas ocasiões para reivindicar melhores condições de trabalho. Os funcionários temem um possível dano à estrutura do prédio em razão do incêndio.

Bookmark and Share