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Sócio da boate Kiss permanece em silêncio durante depoimento

Mãe e irmã de Elissandro Spohr também ficaram caladas

O sócio da boate Kiss Elissandro Spohr, o Kiko, a mãe Marlene Callegaro e a irmã Ângela Callegaro prestaram depoimento na manhã desta terça-feira no Palácio da Polícia, em Porto Alegre, sobre o incêndio ocorrido em Santa Maria. Os três, no entanto, não responderam às perguntas da delegada Luíza Santos Souza, que veio de Santa Maria, em um encontro que durou aproximadamente uma hora no Departamento de Polícia do Interior (DPI).

Conforme a delegada, o objetivo dos depoimentos em relação à tragédia ocorrida em 27 de janeiro referia-se à concessão irregular de alvarás e possível crime ambiental cometido pelos sócios. "Na primeira situação. o Elissandro Spohr prestou depoimento na condição de testemunha. O fato de ficar em silêncio pode resultar em indiciamento por falso testemunho. Em relação ao crime ambiental, por ser suspeito, Elissandro Spohr tem o direito de permanecer calado", acrescentou a delegada.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o incêndio teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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