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Sargento preso acessava mais de mil vezes por semana dados de investigadores

Militar foi preso nesta sexta-feira por suspeita de extorquir contraventores

O sargento da Brigada Militar detido em uma operação nesta sexta-feira por suspeita de extorquir contraventores tinha acesso a dados sigilosos a respeito de investigações da Polícia Civil e chegava a acessar informações de delegados mil vezes por semana. Segundo o promotor do Ministério Público Amilcar Macedo, o sargento era integrante do setor de inteligência da Casa Militar do Estado e utilizava as informações para extorquir empresários ligados a jogos de azar.

A investigação do Ministério Público, iniciada este ano, também revelou que, quando o militar foi contratado para integrar o setor de inteligência da Brigada, há dois anos, houve uma informação anônima dando conta que ele teria vínculo com jogos de azar. “Eu desconheço os critérios utilizados para a seleção do cargo, mas, na época, o militar foi selecionado entre 16 e 17 candidatos”, afirmou. O cargo é responsável pela segurança de integrantes do Palácio Piratini, entre eles a governadora Yeda Crusius.

Mais cedo, o promotor havai afirmado que o sargento também tinha acesso a dados sigilosos de autoridades gaúchas, um senador e um ex-ministro. Macedo informou, na coletiva desta tarde, que o militar também tinha vínculo com pessoas ligadas a comitês de campanha, afirmando, entretanto, que é muito cedo para afirmar que o dinheiro extorquido teria vínculo com algum partido ou candidato.

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