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Sargento teria realizado 95 mil acessos a dados sigilosos

Promotor Amilcar Macedo, que investiga o caso, fez declarações exclusivas à Rádio Guaíba

O promotor Amilcar Macedo, que investiga o caso do sargento César Rodrigues, suspeito de acessar informações para chantagear contraventores, divulgou que foram efetuados cerca de 95 mil acessos a dados sigilosos de jornalistas, políticos, autoridades de alto escalão. O promotor informou, em entrevista exclusiva ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, que o sargento realizou 51 mil acessos em 2009 e, até o dia 10 de agosto de 2010, outros 44 mil acessos.

Macedo ressaltou que Rodrigues teria feito as consultas ao sistema integrado da Casa Civil por pelo menos dois motivos: ordem superior (supostamente vindas da Casa Militar para garantir a segurança de autoridades) e por motivos pessoais.

Ainda de acordo com o promotor, o investigado também teria dito que pesquisou pessoas sem motivo e que não soube explicar porque buscou os dados. Dentre as informações, o sargento poderia saber se a pessoa foi investigada, indiciada em inquérito ou promoveu alguma ocorrência policial.

Macedo lembrou que, no Rio Grande do Sul, promotores e assessores possuem 6 mil senhas de acesso. Ele ressaltou, no entanto, que senhas de auditoria são apenas 20, sendo que uma delas foi concedida ao sargento.

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