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Secretário de Segurança diz "não" a um novo presídio em Vacaria

Construção custaria R$ 12 milhões a menos do que governo pretende gastar com CCs por ano

A negativa do governo do Estado em repassar recursos para a prefeitura de Vacaria construir um presídio no município desagradou as autoridades da cidade. De acordo com o Promotor de Defesa Comunitária, Luís Augusto Costa, "Vacaria vai entrar em um caos" se uma nova casa de detenção não for construída logo. "O secretário de Segurança, Airton Michels, nos informou ontem (quinta-feira) que os recursos da pasta neste ano e no próximo já estão destinados, e, portanto, Vacaria só vai entrar na rota de investimentos para construção de presídios daqui a 3 ou 4 anos. A cidade vai entrar em caos até lá", disse Costa em entrevista à Rádio Guaíba.

A prefeitura chegou a oferecer um terreno, que fica distante 15 quilômetros do Centro da cidade, para a construção de um novo presídio. Atualmente, a casa de detenção tem vaga para 100 detentos, mas abriga 300. Um sistema prisional com capacidade para abrigar 400 detentos, em regime fechado, custaria R$ 18 milhões - R$ 12 milhões a menos do que o governo deve gastar por ano com os novos cargos em comissão que estão em apreciação na Assembleia Legislativa. Em contrapartida, o governo ofereceu à prefeitura a construção de uma colônia penal agrícola para os regimes aberto e semiaberto com custo de R$ 2 milhões.

Procurado pela reportagem, o secretário de segurança disse que os cargos são importantes para manter a máquina pública em funcionamento e culpou os antigos governos pela falta de estrutura nas cadeias gaúchas. "O sistema prisional do Rio Grande do Sul foi sendo deteriorado nos últimos oito anos. Quanto ao cargos em comissão, eles são extremamente importante para o bom funcionamento do serviço público", rebateu.



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