Senadores da Rede acionam Aras para Exército no combate ao incêndio no Pantanal

Senadores da Rede acionam Aras para Exército no combate ao incêndio no Pantanal

Notícia de fato foi apresentada paralelamente à uma ação no STF com o mesmo objetivo

AE

Ministério da Defesa informou que o governo federal, por meio das Forças Armadas, atua "decisivamente e sem poupar esforços"

publicidade

Os senadores Fabiano Contarato e Randolfe Rodrigues, ambos da Rede, acionaram o procurador-geral da República Augusto Aras para que sejam adotadas "medidas imediatas" de combate aos incêndios no Pantanal, incluindo o emprego das Forças Armadas. A notícia de fato foi apresentada paralelamente à uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) com o mesmo objetivo.

Segundo os senadores, o governo federal "nada faz para conter as chamas" e desmerece os dados que demonstram o aumento do desmatamento e do incêndio na região. Na quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil "está de parabéns" na preservação ambiental - hoje, o avião presidencial remeteu ao tentar aterrissar em Mato Grosso devido à fumaça das chamas. 

"Tanto o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, quanto o ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles, atuam de maneira recorrente para desacreditar o trabalho dos servidores do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), negando os dados informados pelo Instituto ao invés de utilizá-los como estratégia para a contenção das queimadas, afirmam.

Dados do INPE apontam que até a última terça foram detectados 15.477 focos de incêndio, o maior registro em duas décadas. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as labaredas já atingiram dois milhões de hectares - área equivalente a dez vezes os territórios dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro juntos. 

"Ocorre que os demais poderes e órgãos integrantes do Estado não devem ficar inertes diante da situação catastrófica do Pantanal, motivo pelo qual submetemos essa representação", afirmam Contarato e Randolfe. "O que se pode afirmar é que não se trata de 'mero descaso' do governo federal, mas de verdadeira política de destruição do meio ambiente, a exigir a intervenção do Ministério Público para que medidas concretas e urgentes sejam adotadas pelos gestores competentes".

Além do pedido a Aras para garantir medidas urgentes contra os incêndios, os senadores da Rede também solicitam ao PGR que investigue o governo federal sobre a elaboração da Polícia Nacional de Manejo e Controle de Queimadas, Prevenção e Combate aos Incêndios. 

No Supremo, o partido pediu que a Corte determine a criação de uma sala de situação para subsidiar a tomada de decisões de gestores e as ações de equipes locais. 

O Estadão está em Poconé (MT) desde quinta-feira, dia 10 de setembro, e vem acompanhando de perto a destruição causada pelo fogo no Pantanal. Os incêndios queimam áreas de mata e castigam animais e também produtores e a população, como mostram o repórter Vinicius Valfré e o fotógrafo Dida Sampaio. A equipe acompanhou o trabalho de resgate de animais e vem ouvindo relatos de pessoas afetadas pelo fogo. 

Em notas enviadas ao Estadão em resposta à série de reportagens sobre o incêndio no Pantanal, o Ministério da Defesa informou que o governo federal, por meio das Forças Armadas, atua "decisivamente e sem poupar esforços".

Segundo a pasta, são engajados, em média, 200 militares e 230 agentes de órgãos como o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Secretaria Estadual de Segurança Pública, (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895