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Sentença do caso Rodin pode sair até fim de outubro

Justiça Federal de Santa Maria determinou que prazo é de dois meses para alegações finais

Começou nesta quinta-feira, na Justiça Federal de Santa Maria, a fase de alegações finais na principal ação penal resultante da Operação Rodin, que desarticulou em 2007 um esquema de superfaturamento de contratos terceirizados que desviou R$ 44 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Como esses são os procedimentos prévios, a sentença pode sair até o fim de outubro.

No despacho, o juiz responsável pelo caso, Loraci Flores de Lima, determinou que o Ministério Público Federal (MPF) pode examinar os autos a partir da data de publicação da decisão no Diário Eletrônico da Justiça Federal. No dia seguinte, passa a correr o prazo para que a acusação apresente memoriais. O Estado, o Detran e o próprio MPF terão 30 dias para elaborarem as alegações finais.

Após o término do período, os documentos serão digitalizados e entregues às defesas, que terão cinco dias para retirar as mídias no balcão da vara. Os advogados dos réus também terão 30 dias, após o acesso à documentação, para que se manifestem.

Considerando a complexidade da ação, Lima adotou como paradigma os prazos estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão. A intenção é que, encerrada a fase de alegações finais, os autos retornem ao juiz conclusos para sentença.

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