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Sepultamento de 242ª vítima fatal da boate Kiss será nesta segunda-feira

Mariane Wallau Vielmo chegou a deixar CTI, mas sofreu complicações dos ferimentos

A jovem Mariane Wallau Vielmo, 242ª vítima fatal da tragédia na boate Kiss, será sepultada nesta segunda-feira, no cemitério Santa Rita de Cássia em Santa Maria. Ele teve óbito confirmado neste domingo, por complicações dos ferimentos sofridos no incêndio. O velório ocorreu durante a tarde na Capela 4 do Santa Rita.

Natural de Santiago, Mariane estudava sistemas de informação no Centro Universitário Franciscano (Unifra), em Santa Maria, e trabalhava com informática no colégio Franciscano Sant‘Anna em Santa Maria. Mariane chegou a publicar mensagem nas redes sociais sobre a sua recuperação. “Primeiro dia que consigo escrever aqui, estou me recuperando bem...”, escreveu em 2 de abril.

Segundo informações do Hospital de Clínicas, Mariane havia deixado o Centro de Tratamento Intensivo e voltado para o setor no último mês. O quadro piorou nos últimos dias e ela não resistiu. O corpo ainda passará por autópsia no Departamento Médico Legal e deve ser liberado nesta tarde.

Centenas de jovens ficaram feridos no incêndio, dos quais três seguem internados. No Hospital de Clínicas estão Cristina Peiter, de 23 anos, e Renata Pase Ravanello, de 25. No Hospital Mãe de Deus está Ritchieli Pedroso Lucas, de 19 anos.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 242 pessoas mortas.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

Com informações de Renato Oliveira.


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