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Servidores da Junta Comercial do Estado são denunciados por corrupção

Dupla teria recebido dinheiro para agilizar processos e beneficiar corruptores, segundo MP

O Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul denunciou dois servidores da Junta Comercial do Estado por corrupção passiva. De acordo com o promotor Flávio Duarte, a dupla teria recebido dinheiro para agilizar a aprovação de procedimentos. Documentos cuja tramitação leva até dois meses tinham os pedidos deferidos em dois ou três dias. O MP postulou, na denúncia, em caráter liminar, a suspensão do exercício da função pública dos dois.

Quatro profissionais liberais – uma analista societária, um contador, um advogado e um estudante de contabilidade – foram acusados de corrupção ativa por oferecer vantagem financeira a servidores da Junta para obter tratamento diferenciado em procedimentos como, por exemplo, abertura e fechamento de empresas.

Os pagamentos eram feitos em dinheiro, muitas vezes em envelopes ou por depósitos em conta. Os valores variavam de acordo com o pedido, entre R$ 200 e R$ 300. De acordo com Duarte, o caso chegou ao MP após representantes de escritórios de contabilidade que não fazem parte do suposto esquema ilícito denunciarem a suspeita da prática ilegal.

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