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Servidores do INSS fazem assembleia à tarde em Porto Alegre

Trabalhadores estão em greve desde julho

Os servidores federais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do Rio Grande do Sul, em greve há dois meses, realizam uma assembleia da categoria nesta tarde para discutir os rumos da paralisação. Os trabalhadores do Ministério do Trabalho no Estado, que também estão em greve, mas desde o dia 3 de agosto, participarão da reunião, marcada para as 13h no Clube do Comércio, no Centro de Porto Alegre.

Apesar de exigirem reposição salarial de 27%, os servidores do INSS garantem que a principal pauta da mobilização é a extinção do Regime Especial de Atendimento em Turnos (Reat) ou a melhoria dele. Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência no Estado (Sindisprev-RS), Jorge Patrício, esse sistema é o responsável pela lentidão e demora no atendimento aos cidadãos que tentam ingressar com um pedido de aposentadoria ou somente verificar os depósitos que foram feitos pelas empresas para a contribuição do INSS.

“Nossa greve não depende de dinheiro, não tem custo para o governo: é só uma questão de ferramenta de gestão, como eles dizem. Eles falam que é preciso modernizar, mas não com esse sistema de 'chibata'. São três elementos básicos para sairmos da greve e que não são dados: incorporar gratificações, acertar o Reat e instituir o plano de carreira imediatamente”, explicou Patrício.

O diretor explicou que metade pagamento aos servidores vêm das gratificações e, portanto, o pedido para a incorporação desse valor ao salário. Sobre o Reat, Jorge Patrício explicou que o sistema foi implementado há cerca de seis anos para tentar melhorar o atendimento ao público. No entanto, segundo ele, metas abusivas e inalcançáveis também foram acopladas nesse sistema operacional que é considerado lento pelos trabalhadores.

A greve do INSS também fez saltar o prazo médio nacional para agendamento de pedido de aposentadoria, que passou de 33 para 54 dias.